Brasil lança certificadora nacional de créditos de carbono para fortalecer mercado de baixo carbono
O governo brasileiro anunciou a criação de uma certificadora nacional de créditos de carbono, a Ecora, durante a COP30, realizada em Belém (PA). A iniciativa, apresentada na terça-feira (11/11), busca ampliar a infraestrutura climática do país e impulsionar a economia de baixo carbono.
A Ecora é fruto de uma parceria entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Bradesco e o Fundo Ecogreen, com apoio técnico da Aecom, uma das maiores consultorias internacionais em engenharia e sustentabilidade. A certificadora atuará em todos os biomas brasileiros e pretende garantir mais transparência, segurança e credibilidade ao mercado de carbono, em linha com as políticas de descarbonização e com o amadurecimento do setor no país.
A nova instituição será estruturada sobre a plataforma Conservare, que oferece rastreabilidade, automação e gestão integral do ciclo de vida dos créditos — desde a análise de viabilidade até sua emissão e retirada final. A ferramenta integrará dados públicos, gestão de projetos e análises geoespaciais.
Contexto do mercado de carbono
A criação da Ecora ocorre após uma consulta pública realizada no primeiro semestre pelo BNDES e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) sobre a certificação de créditos de carbono no país. O objetivo do levantamento foi identificar desafios do setor e orientar políticas de fortalecimento do mercado nacional.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a nova certificadora contribuirá para dar competitividade internacional ao Brasil. “Esse projeto vai democratizar e estabelecer o diálogo com a nova legislação para o mercado regulado”, disse. Ele ressaltou que o país, detentor da maior cobertura de floresta tropical do mundo, tem potencial para desenvolver metodologias próprias e reduzir custos na certificação.
