10 de julho de 2026

Folha Amazônica

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Familiares protestam durante julgamento de casal acusado de atropelar e matar mãe e filho em Manaus

Primeiro dia do julgamento foi marcado pelo depoimento de testemunhas. Crime aconteceu em janeiro de 2023, na Zona Norte da capital.

Foto: Divulgação

Familiares de Mirivan Moraes Soares e do filho dela, Matheus, de 2 anos, protestaram nesta quinta-feira, 09/07/, em frente ao Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus. Eles pediram justiça antes do início do julgamento, que começou hoje, do casal acusado de atropelar e matar mãe e filho em janeiro de 2023, no conjunto Francisca Mendes, bairro Cidade Nova, Zona Norte da capital. 

Com cartazes nas mãos, os parentes cobraram justiça. A mãe de Mirivan e outros familiares acompanharam o primeiro dia da sessão. 

Jean Paulo Oliveira e Idalina Maciel Oliveira respondem por duplo homicídio simples. De acordo com a Polícia Civil, Jean ensinava a esposa a dirigir uma caminhonete quando ela, sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), perdeu o controle e atropelou mãe e filho. Os dois morreram no local.

O casal chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto após audiência de custódia. Desde então, responde ao processo em liberdade. 

O julgamento é feito por júri popular, formado por sete jurados. Eles vão decidir se o casal é culpado ou inocente pelas mortes de Mirivan e Matheus. 

No primeiro dia, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa. A sessão contou com representantes do Ministério Público, advogados e o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri. 

O Tribunal de Justiça do Amazonas informou que o julgamento continua nesta sexta-feira, 10/07. Estão previstos os interrogatórios dos réus, os debates entre acusação e defesa e, por fim, a votação dos jurados e a sentença. 

Relembre o caso

Após o atropelamento, Jean Paulo e Idaliana foram presos em flagrante, mas tiveram a prisão relaxada após audiência de custódia. À época, a Justiça entendeu que a prisão havia sido ilegal, destacando que o casal permaneceu no local do acidente e prestou socorro às vítimas. 

Desde então, os dois respondem ao processo em liberdade até o julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por decidir se os acusados serão condenados ou absolvidos.

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