13 de maio de 2026

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Presidente do INSS pede demissão após operação da PF e CGU que investiga esquema bilionário de descontos irregulares

Foto:Divulgação CNN

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, pediu demissão do cargo nesta quarta-feira (23), após se tornar um dos alvos de uma megaoperação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU). A ação investiga irregularidades em descontos de mensalidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas.

Segundo apuração da CNN, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a saída imediata de Stefanutto, embora o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, estivesse tentando adiar a exoneração para um momento considerado “mais oportuno”.

Um rombo bilionário sob suspeita

As investigações apontam que entidades sindicais cobraram, de forma supostamente irregular, cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. Os descontos eram aplicados diretamente nos benefícios previdenciários, prática que, segundo a PF, envolveu a conivência de servidores públicos.

Até o momento, seis servidores foram afastados, e a operação cumpriu 211 mandados de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de bens que somam mais de R$ 1 bilhão e seis prisões temporárias. As ações ocorreram no Distrito Federal e em 13 estados do país.

Frei Chico, irmão de Lula, está entre os alvos

O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos também está entre os investigados. A entidade tem como vice-presidente Frei Chico, irmão do presidente Lula, o que amplia o impacto político e a visibilidade do caso.

Stefanutto teve seu gabinete e residência vasculhados pela PF. A operação levanta questionamentos sobre a fiscalização dos descontos em folha de pagamento e o possível favorecimento indevido de entidades sindicais nos últimos anos.

Crise e reflexos no governo

A saída de Stefanutto agrava a crise no comando da Previdência Social e acende um alerta para o governo federal, que tenta manter a confiança do eleitorado mais sensível — os aposentados. A investigação segue em sigilo, mas promete novos desdobramentos nos próximos dias.

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