Montes de gelo sujo seguem ocupando ruas de Nova York após nevasca histórica
Quase duas semanas após a forte nevasca que atingiu Nova York nos dias 24 e 25 de janeiro, a cidade ainda convive com grandes montanhas de gelo endurecido e sujo nas calçadas e vias. O que começou como neve branca e fofa, que chegou a render cenas de lazer e diversão, hoje se transformou em um problema urbano.
O fenômeno deixou um registro histórico: cerca de 29 centímetros de neve acumulados no Central Park, marca que não era registrada desde 1905. Durante e após a tempestade, moradores aproveitaram o cenário invernal para atividades como esquiar nas ruas, enquanto atletas olímpicos realizaram manobras no Central Park. Porém, a nevasca também teve um lado trágico, com 16 mortes por hipotermia confirmadas pelo prefeito da cidade.


Com a retirada da neve das principais vias e calçadas, formaram-se grandes montes de gelo misturados com sujeira, alguns chegando a quase 1,5 metro de altura. O material endurecido se assemelha a uma rocha, tornando a remoção manual praticamente impossível.
Para lidar com o acúmulo, a prefeitura precisou usar um equipamento especial, que não era utilizado desde 2021: a Trecan Combustion 60FD Snowmelter, conhecida popularmente como “banheira de hidromassagem”. A máquina retira o gelo com uma escavadeira, derrete-o em um tanque com vapor e água quente e despeja o resultado nos bueiros.
Além do impacto visual, os montes de gelo criam obstáculos para pedestres e veículos e dificultam o acesso a guias rebaixadas, afetando a mobilidade de pessoas com deficiência. A cidade, portanto, segue lutando para voltar à normalidade após o evento climático histórico.
Fotos: Priscila YazbeK/CNN Brasil
