Morre aos 80 anos Dolly Parton, uma das maiores vozes da música country
Foto: Divulgação
Dolly Parton morreu aos 80 anos nesta terça-feira (25), em Nashville, no Tennessee, conforme anunciado por um de seus sobrinhos. A causa da morte ainda não foi divulgada. A cantora vinha enfrentando problemas de saúde nos últimos meses e havia reduzido sua agenda de compromissos.
O anúncio foi feito por Brian Seaver, sobrinho de Dolly, em um vídeo publicado no Instagram. Segundo ele, a própria cantora havia pedido anos atrás que ele fosse responsável por comunicar sua morte à família e ao público. Ela não teve filhos e foi casada por quase 60 anos com Carl Thomas Dean, que morreu em 3 de março de 2025 aos 82 anos.
Veja comunicado da morte
“Meu nome é Brin Seaver, filho de Cassie Parton, e estou aqui hoje representando as famílias Parton e Owens para anunciar o falecimento da minha tia, Dolly Rebecca Parton Dean – irmã, ‘Sis’ e ‘Granny’ para uma geração, e ‘Gigi’ para a seguinte”, disse ele no vídeo publicado no perfil da artista no Instagram.
“Este anúncio em vídeo é algo que Dolly me pediu anos atrás, antes mesmo de eu assimilar plenamente que isso um dia se tornaria realidade. Como chefe de segurança dela por mais de duas décadas – função que meu pai, Larry, exerceu antes de mim -, eu imaginava o peso deste momento, mas não o havia sentido de verdade até agora”, continuou.
“É uma honra; uma honra que se mistura a um orgulho imenso e a uma profunda tristeza. Mas a tristeza fica conosco, não com Dolly. Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus, certamente recebida por Carl, por seus pais e por inúmeras outras pessoas que a acompanharam e ansiavam por encontrá-la no céu”, disse, se referindo ao marido da artista.
O comunicado aconteceu apenas quatro dias depois de Dolly falar à People sobre seu estado de saúde e dizer que, apesar das dificuldades, ainda tinha muitos projetos que queria realizar. Na entrevista publicada no último dia 21, ela contou que vinha enfrentando problemas de saúde que havia deixado de lado enquanto cuidava do marido, Carl Thomas Dean, que morreu em março de 2025.
Ícone da música country
Dolly Parton nasceu em 19 de janeiro de 1946, em Locust Ridge, no Tennessee, nos Estados Unidos, a quarta de 12 filhos de uma família pobre que encontrou na música uma forma de sobrevivência e expressão. Criada nas montanhas dos Smoky Mountains, ela começou a cantar ainda criança e, antes de completar 20 anos, já havia chegado a Nashville, centro da indústria country americana.
Como compositora, Dolly deixou algumas das músicas mais conhecidas da música americana. “Jolene”, “9 to 5” e “I Will Always Love You” atravessaram as fronteiras do country. “I Will Always Love You”, escrita por Dolly em 1973, ganhou uma nova dimensão mundial quando Whitney Houston (1963-2012) gravou a canção para a trilha sonora do filme O Guarda-Costas, em 1992.
Ela também teve destaque como atriz. Atuou em Como Eliminar Seu Chefe (1980), ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin. Também atuou em filmes como Flores de Aço e participou de projetos para televisão.
Na música, acumulou sete vitórias competitivas no Grammy e recebeu o Grammy Lifetime Achievement Award, em 2011, pelo conjunto de sua contribuição artística. Também se tornou integrante do Rock & Roll Hall of Fame, consolidando uma trajetória que ultrapassou as fronteiras do country.
Marido e vida pessoal
Dolly foi casada por quase 60 anos com Carl Thomas Dean. Os dois se casaram em maio de 1966, quando ela tinha 20 anos. Diferentemente da mulher que se tornou uma das maiores estrelas do mundo, Dean sempre preferiu manter uma vida longe dos holofotes e não frequentava eventos com a companheira.
Dean morreu em 3 de março de 2025, aos 82 anos. Após a morte do marido, Dolly falou diversas vezes sobre o impacto da perda. Ela chegou a lançar a música If You Hadn’t Been There em homenagem ao relacionamento dos dois e, meses depois, contou à People que Dean continuaria para sempre em seu coração e em suas memórias.
Dolly e Carl não tiveram filhos. Em entrevista à People em 2025, a cantora afirmou que nunca teve crianças e refletiu sobre como isso permitiu que dedicasse grande parte da vida à realização de seus sonhos profissionais.
