Marina Silva rebate Plínio Valério após declarações polêmicas:”Só os psicopatas fazem ameaças rindo”
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reagiu duramente às declarações do senador Plínio Valério (PSDB-AM), que, em evento da Fecomércio do Amazonas, no último dia 13, afirmou ter tido vontade de “enforcá-la” durante seu depoimento na CPI das ONGs.
Durante entrevista ao programa “Bom Dia Ministro/Ministra”, da EBC, Marina classificou as falas do parlamentar como uma incitação à violência e afirmou que “quem faz ameaças à vida dos outros de brincadeira e rindo, só os psicopatas”.
As declarações polêmicas de Plínio Valério
O discurso de Plínio Valério aconteceu durante a cerimônia de entrega da Medalha do Mérito Comercial do Amazonas 2025, organizada pela Fecomércio-AM. Na ocasião, o senador fez declarações inflamadas sobre a ministra e a Zona Franca de Manaus (ZFM).
“A Marina esteve na CPI das ONGs por 6h e 10 minutos. Imagina o que é tolerar a Marina por 6h e 10 minutos sem enforcá-la?”, disse o senador, provocando reações imediatas.
O parlamentar ainda admitiu que não participa de reuniões da Suframa por não entender sobre tributos e a Zona Franca. “Eu não entendo porra nenhuma de Zona Franca, de tributo. Mas eu não preciso estar, minha assessoria está lá para isso”, declarou.
Reação de Marina Silva
A ministra repudiou as falas do senador e enfatizou a gravidade da incitação à violência, especialmente contra uma mulher.
“Com a vida dos outros não se brinca. Quem brinca com isso e faz ameaças rindo, só os psicopatas”, afirmou Marina, destacando que a fala de Plínio Valério não pode ser tratada como algo banal.
Ela também ressaltou que o episódio não é apenas uma questão pessoal, mas um exemplo preocupante de como figuras públicas podem contribuir para a normalização da violência.
“Fazer esse tipo de declaração apenas por discordar de alguém é algo extremamente grave. É incitação à violência, principalmente contra mulheres que ocupam cargos públicos”, disse.
A polêmica gerou repercussão dentro e fora do meio político, reacendendo o debate sobre a responsabilidade de parlamentares em suas manifestações públicas.
Foto: Reprodução / EBC / Uol
