Manaus registra queda de 73% nos casos de dengue e intensifica combate ao Aedes aegypti com novo LIRAa
A capital amazonense reduziu significativamente o número de casos de dengue em 2025. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), entre janeiro e 16 de junho, foram confirmados 712 casos da doença, o que representa uma queda de 73% em comparação com o mesmo período de 2024, quando o município havia registrado 2.325 casos.
Mesmo com a redução expressiva, Manaus segue classificada como área de médio risco para doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, conforme apontado no primeiro Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) do ano, realizado em março. A Semsa segue monitorando a situação e prepara a próxima etapa do LIRAa, prevista para começar no dia 30 de junho.

“Com base no LIRAa realizamos visitas domiciliares em pontos mais vulneráveis, com ações de educação em saúde, bloqueio mecânico e químico com eliminação ou tratamento de depósitos que favorecem a proliferação do mosquito e aplicação de inseticidas para eliminação do mosquito adulto, especialmente nos locais com registro de notificação de casos suspeitos”, informa Alciles Comape, chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores (DIVDTV/Semsa).
Bairros sob risco
O levantamento realizado no primeiro trimestre envolveu a vistoria de 26.334 imóveis nos 63 bairros da capital, com o trabalho de 284 agentes de saúde. O índice médio de infestação do Aedes aegypti foi de 2,2%, dentro da faixa de médio risco (entre 1,0 e 3,9). Por zonas da cidade, o risco variou: Oeste (3,6%), Leste (2,9%), Sul (1,6%) e Norte (1,3%).
Com base nesses dados e nas notificações de doenças como dengue, zika e chikungunya, a Semsa elaborou um Mapa de Vulnerabilidade, que identificou 22 bairros em situação de Alta Vulnerabilidade para surtos e epidemias. Entre eles: Japiim, Parque 10, Presidente Vargas, Flores, Petrópolis (zona Sul); Tarumã, Santo Agostinho, Redenção, Alvorada, Dom Pedro, São Jorge, Compensa, Santo Antônio (zona Oeste); Cidade Nova, Colônia Terra Nova (zona Norte); e Colônia Antônio Aleixo, Coroado, São José, Zumbi, Gilberto Mestrinho, Tancredo Neves e Jorge Teixeira (zona Leste).
Outros bairros foram classificados como de Média Vulnerabilidade, incluindo Cachoeirinha, Aleixo, Praça 14, São Lázaro, Morro da Liberdade, Centro, entre outros. Já na categoria de Baixa Vulnerabilidade, estão bairros como Vila Buriti, Adrianópolis, Crespo e Puraquequara.

Depósitos mais críticos
A Semsa também analisou o Índice Breteau (IB), que mede a presença de focos de mosquitos em depósitos de água. O índice atual é de 3%, sendo os principais criadouros os lixos recipientes (33,7%) — como garrafas, latas e ferro-velho — seguidos por vasos e bebedouros (30,3%) e depósitos para armazenar água no solo como tonéis e barris (19,8%).
“A Semsa vinha realizando dois LIRAs a cada ano. Este ano, a ideia é realizar mais de dois, com o próximo previsto para iniciar dia 30 de junho”, destaca Alciles Comape.
O trabalho contínuo da Semsa reforça o compromisso com a vigilância epidemiológica e o controle do vetor em Manaus, especialmente em um período em que a cidade mantém um cenário de atenção para as arboviroses.
Foto – Divulgação / Semsa
