Comunidades indígenas da zona Leste recebem atendimento em ação integrada de saúde
As comunidades indígenas Nova Esperança e Recanto Feliz, localizadas no ramal do Brasileirinho, na zona Leste de Manaus, receberam, na manhã da última quinta-feira (21/8), uma ação integrada de saúde voltada à promoção do bem-estar e prevenção de doenças. A atividade foi organizada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em alusão ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto, e ao movimento “Agosto Dourado”, que promove o aleitamento materno.


A iniciativa contou com a participação das equipes do Distrito de Saúde (Disa) Leste e das Unidades de Saúde da Família (USF) Waldir Bugalho e Avelino Pereira. Foram oferecidos diversos serviços, como:
- Consultas médicas e de enfermagem
- Atendimento psicológico com escuta qualificada
- Vacinação de crianças e adultos
- Testes rápidos para HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)
- Dispensação de medicamentos
Além da assistência clínica, a ação promoveu atividades educativas com os moradores. Uma palestra abordou o significado da data comemorativa dos povos indígenas, seguida de rodas de conversa sobre saúde mental e a importância da amamentação. As crianças participaram de uma roda lúdica sobre nutrição e hábitos alimentares saudáveis.
Segundo Maria Alibia Alencar, técnica do Disa Leste da Semsa e responsável por ações voltadas à população indígena, negra e privada de liberdade, cerca de 60 famílias foram beneficiadas.
“Essas ações reforçam o papel da atenção primária na promoção da saúde e na prevenção de doenças, mas também são fundamentais para reconhecer e valorizar a cultura indígena. Além disso, fortalecem os vínculos entre as comunidades e as equipes de saúde, o que é essencial para garantir o cuidado contínuo, especialmente em áreas mais isoladas”, destacou.
Reconhecimento e valorização
O Dia Internacional dos Povos Indígenas foi criado em 1994 pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de valorizar os povos originários e chamar atenção para os desafios que enfrentam, como a perda de territórios, a discriminação e as ameaças à preservação de suas culturas, línguas e modos de vida.
Fotos: Divulgação/Semsa
