25 de agosto de 2026

Folha Amazônica

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Bilionários em Alerta: Trump acende o pavio de uma Guerra Econômica Global

Investidores influentes se voltam contra a nova política tarifária de Trump e alertam para um “inverno nuclear” na economia.

Um terremoto econômico está sacudindo os bastidores do mercado global — e parte do epicentro vem da Casa Branca. A nova ofensiva tarifária do presidente Donald Trump, que impôs uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações e prometeu aumentos ainda mais agressivos para países como China (34%) e União Europeia (20%), virou motivo de tensão entre os maiores nomes do mundo dos negócios.

A resposta? Bilionários e CEOs que antes estavam ao lado de Trump agora estão soando o alarme.

“Uma guerra nuclear econômica”

O investidor Bill Ackman, um dos entusiastas da candidatura de Trump em 2024, não poupou palavras:

“Estamos caminhando para um inverno nuclear econômico autoinfligido, e devemos começar a nos preparar.”

Ackman, CEO da Pershing Square Capital Management, afirmou na rede X que, caso as novas tarifas avancem, “os investimentos empresariais vão parar, e os consumidores vão fechar as carteiras”. A publicação viralizou com mais de 10 milhões de visualizações.

“Vamos prejudicar seriamente nossa reputação com o resto do mundo, e levará anos ou até décadas para recuperá-la.”

Mercado em pânico, CEOs em dúvida

O temor de recessão ganhou corpo também entre gigantes como Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase:

“As tarifas recentes provavelmente aumentarão a inflação e estão fazendo muitos considerarem uma maior probabilidade de recessão.”

Na carta anual aos acionistas, Dimon foi direto: o pacote tarifário pode não causar uma crise imediata, mas certamente vai desacelerar o crescimento.

Já o bilionário Stanley Druckenmiller, com fortuna estimada em US$ 11 bilhões, foi pragmático:

“Não apoio tarifas acima de 10%.”
Simples e direto.

E Ken Fisher, fundador da Fisher Investments, foi ainda mais contundente:

“O que Trump anunciou é estúpido, errado, arrogantemente extremo e ignorante em termos comerciais. O medo pode até ser exagerado, mas o plano em si é um desastre anunciado.”

Até Elon Musk, normalmente alinhado a Trump, entrou na conversa — e jogou pela diplomacia:

“Espero uma situação de tarifa zero entre Europa e EUA.”
O bilionário defendeu a criação de uma zona de livre comércio entre América do Norte e Europa durante uma videoconferência com o vice-premiê da Itália.

Empresas em modo espera

A incerteza é o novo obstáculo para o crescimento. Simon MacAdam, economista-chefe adjunto da Capital Economics, explicou o cenário:

“Empresas provavelmente vão adiar investimentos por pura incerteza. Se essas tarifas forem renegociadas em poucos meses, ninguém vai querer investir centenas de milhões em novas fábricas agora.”

“Não foi por isso que votamos”

Em um apelo direto, Ackman pediu uma “trégua de 90 dias” para renegociar os acordos comerciais e evitar o caos.

“Essas tarifas são massivas e desproporcionais. Não foi por isso que votamos.”

Trump, por sua vez, defende as medidas como um ajuste necessário para corrigir desequilíbrios históricos no comércio internacional.

Mas, enquanto a retórica se intensifica, os mercados já começaram a reagir — bolsas na Ásia e Europa despencaram, e o clima em Wall Street é de cautela máxima.

Dados: Agência CNN

Foto: REUTERS/Richard Brian

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