14 de outubro de 2026

Folha Amazônica

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Sou Manaus 2026: quatro dias de música, cultura e experiências no coração da capital

Foto: Márcio Gleyson

Durante quatro dias, o Centro Histórico de Manaus foi tomado por música, cultura, entretenimento e milhares de pessoas. Entre os dias 4 e 7 de setembro, o Festival Sou Manaus Passo a Paço 2026 reuniu artistas nacionais e locais em uma programação que ocupou diferentes espaços da região central da capital.

Com o conceito “Origens, Águas e Manaus”, a edição deste ano buscou valorizar a identidade cultural da cidade e aproximar o público de diferentes manifestações artísticas. Além dos grandes shows, a programação contou com dança, gastronomia, tecnologia, cultura geek, atividades religiosas e apresentações de artistas locais.

A abertura do festival, na sexta-feira, deu início a quatro dias de programação intensa. No palco Malcher, atrações nacionais levaram diferentes ritmos ao público, enquanto outros espaços receberam artistas regionais e atividades culturais. A primeira noite terminou com o show nacional de Filho do Piseiro, que encerrou a programação do palco Malcher.

No segundo dia, a programação ganhou ainda mais força. O palco Alfândega recebeu celebrações católicas e gospel, com apresentações de nomes como Padre João Carlos, Hamilton Azevedo, Mia Lohanny, Aline Barros e Israel Salazar.

A noite também foi marcada pelo show de Iza, uma das principais atrações nacionais do festival. A cantora emocionou o público ao apresentar sucessos da carreira que destacam temas como força, superação e resiliência.

Enquanto a música movimentava os palcos, o festival também abriu espaço para novas experiências. A programação #SouGamer #SouGeek levou games, tecnologia e cultura geek ao Centro Histórico, reunindo fãs, jogadores e curiosos em atividades voltadas ao universo digital.

No palco Coreto, a diversidade musical ganhou destaque com apresentações de artistas locais. A proposta reforçou um dos principais pilares do festival: oferecer espaço para quem produz cultura em Manaus e permitir que artistas da cidade dividissem a programação com nomes de projeção nacional.

A valorização da produção local também esteve entre os pontos destacados pelo prefeito de Manaus, Renato Junior. Segundo ele, o festival movimentou não apenas o setor cultural, mas também trabalhadores e empreendedores envolvidos direta e indiretamente na realização do evento.

A estimativa apresentada pelo prefeito é de que o Sou Manaus promova a circulação de mais de R$ 80 milhões na economia, além de envolver mais de 8 mil trabalhadores e mais de 3 mil artistas locais.

“Aqui, são mais de 8 mil pessoas que estão trabalhando, com mais de 3 mil artistas locais. Eles são de todos os bairros de Manaus. Ou seja, quando a gente promove o Sou Manaus, a gente está promovendo a Zona Leste, a Zona Norte, a Zona Sul, a Zona Centro-Sul e também todo o povo das áreas rurais de Manaus. Cultura não é gasto. Cultura é investimento”, destacou Renato Junior.

Para garantir que o público pudesse aproveitar a programação com segurança e conforto, a Prefeitura também reforçou as ações de atendimento durante o festival. Equipes das áreas de segurança, saúde e assistência permaneceram mobilizadas, enquanto estruturas de acessibilidade, espaços para pessoas com deficiência e pontos de hidratação foram disponibilizados ao longo da área do evento.

A preocupação com a inclusão também levou o prefeito a percorrer os espaços do festival e conversar diretamente com o público para ouvir avaliações sobre a organização e a acessibilidade.

A diversidade também esteve presente nas manifestações culturais. Música, dança e diferentes expressões artísticas ocuparam o Centro Histórico, ampliando a experiência para além dos grandes shows.

No domingo, dia 6, a programação reuniu uma mistura ainda maior de estilos. Filipe Ret, Léo Santana, Ana Castela e Gloria Groove estiveram entre os nomes que movimentaram o festival, levando rap, sertanejo, axé e pop para o público.

Já na segunda-feira, dia 7 de setembro, o Sou Manaus chegou ao último dia da programação principal de shows. Ferrugem, Gustavo Mioto, Natanzinho Lima e MC Hariel estiveram entre as atrações responsáveis pelo encerramento das quatro noites.

Mas o fim dos grandes shows não representa o encerramento completo do festival. A edição de 2026 foi ampliada e conta com atividades culturais que seguem ao longo dos dias, levando teatro, cinema, exposições e outras manifestações artísticas para diferentes espaços da cidade.

E enquanto esta edição chegava ao fim, a Prefeitura já projetava o futuro do evento.

Durante o segundo dia do festival, o prefeito Renato Junior anunciou que a administração municipal trabalha na criação de um calendário cultural permanente para Manaus e antecipou que a edição de 2027 poderá contar com uma programação ainda maior e artistas de maior projeção nacional.

A ideia é fazer com que a cultura esteja presente durante todo o ano, e não apenas durante os dias do Sou Manaus.

“Manaus tem que caber nos sonhos do povo de Manaus. Manaus tem que caber na expectativa do povo de Manaus. A população pode chegar a assistir um artista local e um artista nacional. Cultura não é gasto. Cultura é investimento, promoção de bem-estar e preservação daquilo que nós temos como DNA Manaus, que é a nossa história”, afirmou o prefeito.

Ao longo dos quatro dias, o Sou Manaus mostrou que o festival vai além dos grandes palcos. A programação reuniu música nacional e regional, manifestações culturais, religião, tecnologia, gastronomia, empreendedorismo e ações de inclusão, movimentando o Centro Histórico e diferentes setores da economia.

Entre artistas consagrados e novos talentos, entre os grandes palcos e os espaços dedicados à cultura local, o festival encerrou suas quatro noites principais deixando como principal marca a ocupação do coração de Manaus.

Uma celebração que buscou olhar para as origens, valorizar as águas e, sobretudo, colocar Manaus no centro da própria história.

FOTOS: Márcio Gleyson

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