Primeira estaca dá ‘start’ na obra do novo Porto da Manaus Moderna
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Após os trabalhos preliminares, foi fincada nesta quinta-feira (22) a primeira das 1.400 estacas que darão sustentação à estrutura do novo Porto da Manaus Moderna, com investimento federal de quase R$ 1 bilhão. Segundo Edme Albuquerque Filho, diretor de infraestrutura aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a previsão é que toda a obra seja entregue daqui a dois anos.
“O porto vai atender não só o estado do Amazonas, mas também o Acre, Roraima e Rondônia. A Manaus Moderna deixa de ser um equipamento, uma IP4, para ser o coração do Norte desse país. A gente espera que no prazo de uns dois anos, dois anos e pouco, já haja a conclusão dessa obra”, disse.
A solenidade contou ainda com a presença do senador Eduardo Braga (MDB), do deputado federal Sidney Leite (PSD), do ministro Tomé Franca (Portos e Aeroportos) e do ministro Édipo Araújo (Pesca e Aquicultura). Braga informou que, com a revisão do projeto, serão fincadas 1.400 estacas na área do novo porto. Inicialmente, a previsão era de 1.068 estacas.
“Aqui vamos ter até uma UBS para receber os passageiros do interior com problemas de saúde, SAMU, etc. Nós vamos ter aqui um porto público. Esse é um porto que não tem só atividade econômica, comercial, mas também tem uma função humanizada de como receber a população e como encaminhar a população”, disse.
Eduardo Braga destacou que foi o presidente Lula (PT) por viabilizar a obra, especialmente pelo alto custo, que poderá resolver uma questão que já dura 25 anos no Amazonas. Em sua fala, o deputado federal Sidney Leite pontuou que a implementação do novo porto tirará a população do interior “da humilhação e do sofrimento, principalmente “idosos, crianças, doentes e mulheres”.
“Esse porto vai atender os municípios do interior do estado do Amazonas e do oeste do estado do Pará, porque boa parte dessa população tem ligação direta com a cidade de Manaus. em parentes que moram aqui, tem vidas aqui em Manaus e tem relacionamento na saúde e também no serviço público. É importante destacar que isso aqui é importante para a economia do interior. Tudo que é consumido no interior e o grosso sai da cidade de Manaus. E nós vamos diminuir o custo disso, porque vai melhorar a logística, mas também que vai gerar emprego, renda e oportunidade”, disse.
Expectativa
O ministro Tomé Franca ressaltou que mais de 1 milhão de pessoas usarão o novo porto da Manaus Moderna por mês, transformando a capital amazonense em um hub de passageiros e cargas para atender todo o interior do estado.
“Eu vim aqui no início do ano com o presidente Lula, ao lado do senador Eduardo Braga, para a gente poder dar a ordem de serviço desse projeto, que tem mais de 25 anos esperando para que isso possa se concretizar. O Edme falou aqui de uma conversa com o senador que não sabia o que tinha enterrado aqui, porque essa obra não saía do papel. Agora a gente sabe o que vai ser enterrado: 1.400 estacas para poder a gente ter uma plataforma de mais de 40 mil metros quadrados, para dar conforto ao povo que vai utilizar o porto da Manaus Moderna”, afirmou.
Segundo Tomé Franca, a obra tem um prazo de 24 meses para sua conclusão e a expectativa é que tudo seja concluído dentro desse tempo, sendo uma das prioridades do governo Lula.
Ao final da visita, Braga levou os ministros até a área onde está sendo feita a implementação da primeira estaca. Tomé Franca e Édipo Araújo passaram pelas rampas de pedra do paredão da Manaus Moderna, onde diariamente carregadores passam com mercadorias nas costas sem qualquer apoio ou segurança de guarda-corpos.
