16 de outubro de 2026

Folha Amazônica

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Manaus amanhece encoberta por fumaça pela 6ª vez em 15 dias; poluição ultrapassa limite máximo da escala de monitoramento

Por volta das 5h15, o bairro Distrito Industrial I, na Zona Sul, registrou 587,9 µg/m³ de concentração de partículas no ar. O valor é mais de três vezes superior aos 160 µg/m³, referência máxima da escala utilizada pelo Selva para a classificação da qualidade do ar.

Foto: Divulgação

Manaus amanheceu coberta por fumaça, nesta quarta-feira (23), e os índices de poluição do ar ultrapassaram o limite máximo da escala de medição do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva). Por volta das 5h15, o bairro Distrito Industrial I, na Zona Sul, registrou 587,9 µg/m³ de concentração de partículas no ar. 

O valor é mais de três vezes superior aos 160 µg/m³, referência máxima da escala utilizada pelo Selva para a classificação da qualidade do ar. 

Os dados são do Selva, da U nniversidade do Estado do Amazonas (UEA). Este é osexto episódio de fumaça e altos índices de poluição registrado na capital amazonense em 15 dias.

Segundo a Prefeitura de Manaus, a fumaça é proveniente de áreas de queimadas em diversas regiões da Amazônia, principalmente nos municípios da Região Metropolitana de Manaus e do leste do Amazonas. 

🔎 A qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. A classificação chega a péssima acima de 125 µg/m³, com referência máxima de 160 µg/m³ na escala do Selva. 

Qualidade do ar em Manaus

No Parque Dez, na Zona Centro-Sul, o índice chegou a 267,5 µg/m³. Na Compensa, Zona Oeste, a concentração era de 219 µg/m³ no mesmo horário. 

Uma hora depois, por volta das 6h, os índices haviam diminuído, mas continuavam muito acima da faixa máxima da escala. No Distrito Industrial I, a concentração ainda era de 382,8 µg/m³. No Parque Dez, o índice estava em 223,4 µg/m³. 

Na Zona Leste, o bairro Armando Mendes registrava 216,9 µg/m³. 

Em Manaus, os piores índices às 6h foram registrados na Zona Sul, onde a quantidade de partículas poluidoras no ar chegava a 382,8µg/m³. 

Qualidade do ar na Região Metropolitana

Foto:Reprodução/App Selva

Além da capital, cidades da Região Metropolitana de Manaus também registravam níveis elevados de poluição na manhã desta quarta-feira (23). 

Em sete dos 13 municípios monitorados, os índices estavam acima de 125 µg/m³, faixa considerada péssima pelo Selva. Em Autazes, a concentração chegou a 576,6 µg/m³. 

Os municípios com índices acima de 125 µg/m³ eram Manacapuru, Manaquiri, Careiro, Rio Preto da Eva, Iranduba, Autazes e Itacoatiara. 

Já em Borba, Silves e Careiro da Várzea, os índices variavam entre 77,4 e 109,8 µg/m³, considerados muito ruins. 

O g1 procurou o Governo do Amazonas e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas para saber sobre as condições das queimadas e a situação na Região Metropolitana, mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria. 

Aulas remotas na Ufam

Em nota a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) informou que adotou atividades remotas nesta quarta-feira em unidades localizadas em Manaus devido às condições de qualidade do ar. 

A medida considera parecer técnico emitido pelo Centro de Ciências do Ambiente (CCA/Ufam), que aponta níveis elevados de concentração de material particulado fino (MP2,5) em Manaus, associados à ocorrência de queimadas e ao transporte de fumaça para a região. 

Orientação de Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) orientou a população a reduzir a exposição à fumaça, especialmente crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas.

Nos períodos de pior qualidade do ar, devem ser evitados exercícios ao ar livre, principalmente caminhada, corrida e ciclismo. 

A população deve manter-se hidratada e proteger olhos e nariz. Quando a exposição for inevitável, máscaras adequadas, como a N95, podem ajudar a reduzir a inalação de partículas. 

Tosse, irritação ou dor de garganta, ardência e lacrimejamento dos olhos, coriza, dor de cabeça, chiado no peito, falta de ar e piora de crises de asma são sinais de alerta. 

Em casos leves, a orientação é procurar uma unidade básica de saúde. Para sintomas mais graves, deve-se buscar um serviço de pronto atendimento e, em emergências, acionar o Samu pelo 192.

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