25 de agosto de 2026

Folha Amazônica

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Homem é preso no interior do AM suspeito de integrar rede financeira do Comando Vermelho

Suspeito foi preso durante a Operação Red Fox, da Polícia Federal (PF), que mira uma estrutura usada pela facção para movimentar recursos ilegais e comprar armas e drogas em outros países.

Foto: Divulgação

Um homem, que não teve o nome divulgado, foi preso em Tabatinga, no interior do Amazonas, suspeito de integrar o esquema financeiro do Comando Vermelho (CV). A prisão ocorreu neste fim de semana durante a Operação Red Fox, da Polícia Federal (PF), que investiga lavagem de dinheiro, tráfico internacional de armas e drogas. 

A operação mira uma estrutura financeira e logística usada pela facção para movimentar recursos ilegais e comprar armas e drogas em outros países. As ações ocorreram no Amazonas, no Rio de Janeiro e no Suriname. 

Segundo apuração do g1, o suspeito preso em Tabatinga era responsável por uma empresa usada para movimentar dinheiro da organização criminosa na região amazônica. A empresa teria sido utilizada principalmente para pagamentos ligados ao transporte internacional de drogas e armas.

Ao todo, quatro pessoas foram presas na operação: duas no Suriname, uma no Rio de Janeiro e uma em Tabatinga.

No Suriname, foram presos Arnaldo Ribeiro, apontado pela investigação como fornecedor de armas do Comando Vermelho, e a mulher dele, Denise Mendonça. 

Segundo a PF, Arnaldo teria negociado a compra de 10 fuzis AK-47 para a facção e movimentado mais de R$ 150 milhões. 

Investigação sobre esquema financeiro

No Rio de Janeiro, foi preso um operador financeiro, suspeito de utilizar contas pessoais e empresariais para pulverizar recursos ilícitos do CV e viabilizar pagamentos a fornecedores.

A Operação Red Fox foi autorizada pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que determinou o bloqueio de bens, direitos e valores de até quase R$ 500 milhões. A Justiça também autorizou a suspensão das atividades de empresas apontadas como de fachada. 

De acordo com a PF, o grupo usava empresas, contas de terceiros, transferências via PIX e depósitos fracionados para esconder a origem do dinheiro e financiar a compra de armas e drogas. 

Foragidos e conexões

Nove pessoas ainda são consideradas foragidas. Entre elas estão apontados integrantes da cúpula do Comando Vermelho, como: 

  • Edgard Alves Andrade, o Doca, chefão do Comando Vermelho;
  • Rosemberg da Silva Medeiros Gomes, o Berg, “tesoureiro” de Doca;
  • Silvio Andrade Costa, o Barriga.
  • As investigações apontam que Arnaldo teria negociado diretamente com Doca a compra do lote com 10 fuzis AK-47 para a facção. 

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