10 de julho de 2026

Folha Amazônica

Tenha um Portal de Notícias Moderno, Dinâmico, Rápido e Profissional. Entregamos seu Site de Notícias Pronto, Instalado, Hospedado, com Manual Passo a Passo e Suporte 24 horas.

Família denuncia estudantes de medicina após vídeo com deboche sobre jovem que passou por três transplantes cardíacos

Uma história de luta pela vida foi transformada em piada nas redes sociais — e agora virou caso de polícia e Ministério Público. A família de Vitória Chaves da Silva, de 26 anos, que faleceu em fevereiro deste ano após enfrentar uma cardiopatia congênita e passar por três transplantes de coração e um de rim, denunciou duas estudantes de medicina por publicarem um vídeo no TikTok ironizando o caso.

No vídeo, as alunas — que não chegaram a conhecer Vitória — relatam, entre risos, que a paciente teria perdido o segundo coração por não tomar os remédios corretamente. “Por um erro dela”, afirmou uma das jovens, enquanto a outra ironizou: “Essa menina está achando que tem sete vidas”.

O conteúdo foi gravado dentro do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, onde as duas faziam um curso de extensão de 30 dias. Embora não mencionem o nome de Vitória, a descrição bate exatamente com sua história. O vídeo foi publicado em 17 de fevereiro — nove dias antes da morte da jovem por choque séptico e insuficiência renal crônica — e removido após a repercussão negativa.

Veja o Vídeo:

A irmã da paciente, Giovana Chaves, afirma que a família só teve conhecimento da gravação na semana passada, quando um amigo da família na Holanda reconheceu a história e enviou o vídeo. “Ficamos em choque. Elas nunca viram minha irmã, e ainda espalharam informações erradas. Isso causou críticas absurdas contra ela”, lamenta.

Segundo Giovana, a versão apresentada no vídeo é falsa. A rejeição do segundo transplante se deu por doença do enxerto, uma complicação comum em pacientes transplantados, como atestado pela médica que cuidou de Vitória por 22 anos. “Temos documentos que provam isso. Não foi negligência”, afirma.

A Faculdade de Medicina da USP, responsável pelo Incor, esclareceu que as estudantes não são da instituição e estavam apenas em um curso de curta duração. Em nota, a universidade repudiou qualquer desrespeito a pacientes e reforçou seu compromisso com a ética.

O caso está sendo investigado como injúria pelo 14º Distrito Policial, em Pinheiros. O Ministério Público de São Paulo também recebeu a denúncia e analisa o caso por meio da Promotoria de Direitos Humanos.

A família pede um pedido público de desculpas. “Queremos uma retratação em vídeo. Isso machucou profundamente. Mexeu com uma dor que ainda está muito viva”, disse Giovana.

Foto: Reprodução/TikTok

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *