China critica postura dos EUA em acordo de petróleo com governo interino da Venezuela
A China acusou os Estados Unidos de “bullying” e de violar o direito internacional após a administração americana anunciar um acordo para redirecionar parte das exportações de petróleo venezuelano para o mercado dos EUA, em detrimento de Pequim. A reação de Pequim ocorreu nesta quarta‑feira (7), após declarações de que o governo norte‑americano persuadiu a Venezuela a vender até US$ 2 bilhões em petróleo bruto ao país como parte de um plano para aumentar o controle sobre os vastos recursos energéticos da nação sul‑americana.
Em entrevista coletiva, a porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que o uso “descarado da força” e a exigência de uma parceria exclusiva com os EUA no setor petrolífero configuram um ato de intimidação que fere a soberania venezuelana e as normas internacionais. Segundo ela, a Venezuela é um Estado soberano com direitos permanentes sobre seus recursos naturais e os interesses legítimos de outros países, como a China, devem ser respeitados.
O acordo anunciado pelos Estados Unidos pode implicar o desvio de cargas originalmente destinadas à China, principal compradora do petróleo venezuelano, em meio a um contexto de forte pressão política e militar de Washington sobre Caracas. A iniciativa ocorre em meio a uma crise diplomática mais ampla envolvendo a intervenção americana na Venezuela e críticas internacionais ao uso de sanções e ações unilaterais.
Foto: Mandel NGAN, Pedro Pardo/AFP
