24 de agosto de 2026

Folha Amazônica

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Céu é iluminado pela última superlua de 2025 nesta quinta (4/12)

Quem observar o céu a leste na noite desta quinta-feira, 4 de dezembro, poderá acompanhar o auge da última superlua de 2025. O fenômeno acontece quando a lua cheia coincide com o perigeu — ponto em que a Lua chega mais perto da Terra — fazendo com que pareça até 10% maior e bem mais luminosa do que o normal.

Nesta data, o satélite natural estará aproximadamente 27,3 mil quilômetros mais próximo do planeta. Embora especialistas utilizem definições ligeiramente diferentes para “superlua”, o termo costuma se referir às luas cheias (ou novas) que ficam a até 360 mil quilômetros da Terra ou que ocorrem muito próximas do momento do perigeu.

Como observar e horários recomendados

Para aproveitar ao máximo o espetáculo, é indicado escolher locais com boa visibilidade do horizonte e pouca interferência luminosa. O fenômeno tende a ser mais impressionante logo após o nascer da Lua. Além disso, condições meteorológicas favoráveis — especialmente um céu sem nuvens — são fundamentais.

O melhor horário para apreciação será logo depois do pôr do sol. Os horários de nascer da Lua variam pelo país: em São Paulo, está previsto para cerca de 18h43, enquanto no Rio de Janeiro deve ocorrer às 18h27. O momento de maior aproximação visual, no entanto, está marcado para 20h13, pelo horário de Brasília.

Ilusão lunar e cor amarelada

Próximo ao horizonte, a Lua pode aparentar um tamanho ainda maior devido à chamada “ilusão lunar” — um efeito óptico cuja explicação científica exata ainda não é consenso. Esse fenômeno faz com que objetos próximos ao horizonte pareçam maiores do que realmente são.

Outro aspecto marcante será a coloração amarela da Lua ao surgir. Isso ocorre porque a luz refletida pela Lua atravessa uma camada mais espessa da atmosfera, dispersando mais as ondas de luz azul e permitindo maior predominância das avermelhadas. Conforme a Lua sobe no céu, a coloração tende a clarear e ficar mais azulada.

A diferença no tamanho aparente da Lua está relacionada à órbita elíptica que ela percorre, alternando momentos de maior aproximação (perigeu) e maior distanciamento (apogeu).

Nomes tradicionais e próximas superluas

A popularização do termo “superlua” ajudou a aproximar a astronomia do grande público. As luas cheias também recebem nomes tradicionais, muitos derivados de referências culturais do Hemisfério Norte, como “Lua do Lobo” (janeiro), “Lua da Neve” (fevereiro) e “Lua Fria” (dezembro).

Para quem ficou fascinado, há mais fenômenos à vista: três superluas estão previstas para 2026 — a primeira em 3 de janeiro, seguida de outra em 24 de novembro e a última em 24 de dezembro.

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