Caprichoso fecha o Festival de Parintins com ritual indígena, homenagem a Markinho e exaltação da Amazônia
Foto: Divulgação
Com o tempo de 2h26min, o boi-bumbá Caprichoso encerrou, na noite deste último domingo, 28/06, sua participação no 59º Festival Folclórico de Parintins, no Bumbódromo, com a apresentação dos três atos do espetáculo “Brinquedo que Canta o Seu Chão”.
O terceiro e último ato, sob o subtema “Norte Brasil – Chão de Bravos”, exaltou a diversidade cultural e a força dos povos da Amazônia, reafirmando a região Norte como uma extensão simbólica de Parintins, marcada por encontros, memórias, identidade, pertencimento e afetividade. Um dos momentos mais impactantes da apresentação foi o “Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre Xikrin”, que levou à arena o pajé André Beltrão, acompanhado por uma onça-pintada filhote robótica, recurso cênico que reforçou a grandiosidade do espetáculo.
Um dos momentos mais impactantes da apresentação foi o “Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre Xikrin”, que levou à arena o pajé André Beltrão, acompanhado por uma onça-pintada filhote robótica, recurso cênico que reforçou a grandiosidade do espetáculo.
Ao longo da noite, o Caprichoso também apresentou a exaltação folclórica “O Auto do Boi Brasileiro”, celebrando a riqueza da cultura popular. Durante o momento, a violinista e sinhazinha Valentina Cid emocionou o público e os jurados com uma performance na arena.






Na Figura Típica Regional, o bumbá levou “As Farinheiras da Amazônia”, homenageando as mulheres que preservam a tradição da produção da farinha de mandioca nas aldeias, quilombos, comunidades ribeirinhas e territórios caboclos. A alegoria destacou a sabedoria ancestral feminina e a permanência de uma cultura alimentar de matriz indígena. O item contou com a participação da Porta-Estandarte Marcela Marialva.
A Lenda Amazônica da noite foi “Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente”, apresentada pela Cunhã-Poranga Marciele Albuquerque, em uma encenação que uniu elementos míticos e efeitos cênicos. No primeiro ato, o Caprichoso prestou homenagem ao ex-tripa Markinho Azevedo, que morreu aos 59 anos, reconhecendo sua contribuição para a história do boi azul.
Já o levantador de toadas Patryck Araújo defendeu a toada “Viva Cultura Popular”, no item Toada, Letra e Música, em uma emocionante apresentação em celebração à identidade cultural amazônica.
