10 de julho de 2026

Folha Amazônica

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Amazonas receberá UTI inteligente da Rede Nacional de Hospitais anunciada pelo Presidente

O Amazonas será um dos Estados contemplados com uma das 14 UTIs da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes, anunciada nesta quarta-feira (7) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi confirmada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a cerimônia de lançamento do programa, realizada no Palácio do Planalto.

Segundo Padilha, a nova rede será implantada em três eixos e terá como foco a ampliação do acesso a serviços de alta complexidade, a redução do tempo de espera no atendimento e o uso intensivo de tecnologia, como inteligência artificial (IA) e telemedicina.

O segundo eixo do projeto prevê a implantação de 14 UTIs inteligentes interligadas, distribuídas por todas as regiões do país, em Estados considerados estratégicos. As unidades utilizarão sistemas de IA para monitoramento remoto de pacientes e padronização de protocolos clínicos. A previsão é que parte dessas UTIs entre em operação a partir de 2026. Além do Amazonas, os Estados contemplados serão Pará, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará e Piauí.

Durante o anúncio, Lula destacou que a iniciativa busca ampliar o acesso da população mais pobre à alta tecnologia em saúde. “O povo não tem avião. Ele tem o ônibus, depois o Samu. Agora precisa ter acesso à inteligência artificial para melhorar a vida”, afirmou o presidente.

Na mesma cerimônia, Lula assinou um contrato de R$ 1,7 bilhão com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco do Brics, presidido pela ex-presidente Dilma Rousseff. Os recursos financiarão uma parte central do projeto.

O primeiro eixo da Rede, de acordo com o ministro da Saúde, prevê a construção do primeiro hospital público inteligente do país, no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). A unidade terá investimento de R$ 1,7 bilhão, cerca de 800 leitos, sendo mais de 300 de UTI, e prazo estimado de três a quatro anos para conclusão.

Já o terceiro eixo envolve a modernização de hospitais estratégicos em diferentes regiões do país, com variados modelos de financiamento. Estão incluídas a reestruturação da rede federal no Rio de Janeiro, a construção de um novo hospital de oncologia na Baixada Fluminense, a modernização do hospital da Unifesp e a implantação de um novo hospital do Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul, por meio de parceria público-privada (PPP).

Segundo o governo federal, o modelo permitirá iniciar o atendimento ainda no Samu, com transmissão de dados em tempo real, contribuindo para reduzir o tempo de espera e melhorar a qualidade do atendimento à população.

Foto: Internet

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